sexta-feira, agosto 22, 2008
O Fado
Bem pensado
todos temos o nosso fado
e quem nasce malfadado
melhor fado não terá
Fado é sorte e do berço até á morte
ninguém foge por mais forte
ao destino que Deus dá
O meu fado amargurado
uma sina minha
bem clara se revelou
Pois cantando
seja de quem for a alegria
na minha vós soluçando
que eu finjo ser quem não sou
Bem pensado
Todos temos o nosso fado
e quem nasce malfadado
melhor fado não terá
Fado é sorte
e do berço até á morte
ninguém foge por mais forte ao destino
que Deus dá
Que bom seria
puder um dia trocar-te o fado
por outro fado qualquer
Mas agente
já trás os fados marcados
e nenhum mais inclemente
do que este de ser mulher
Bem pensado,
todos temos o nosso fado
e quem nasce malfadado
melhor fado não terá.
Fado é sorte e do berço até á morte
ninguém foge por mais forte
ao destino que Deus dá.
Fado retirado do filme História de uma Cantedeira
segunda-feira, maio 12, 2008
A um anónimo
Bladin, tenho saudades de ouvir bladin...
Serás tu k eu ouço? tenho dúvidas, bladin já não acredito em nada.
Talvez o melhor para ser comentado fosse o de 04 de Fevereiro de 2007, Bladin, depois dos sinos terem dito que eu morri, bladin, bladin, bladin...
Eu não vejo ninguem por detrás da janela do ponto mais alto, da montanha, Bladin.
Onde são essas três árvores Bladin? eu tb quero.
Serás tu k eu ouço? tenho dúvidas, bladin já não acredito em nada.
Talvez o melhor para ser comentado fosse o de 04 de Fevereiro de 2007, Bladin, depois dos sinos terem dito que eu morri, bladin, bladin, bladin...
Eu não vejo ninguem por detrás da janela do ponto mais alto, da montanha, Bladin.
Onde são essas três árvores Bladin? eu tb quero.
quinta-feira, maio 08, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Vejo
Vejo um mar de infinitos tesouros.Onde se escondem?
Vejo num farol a luz,
que dá vida, aos que vivem do mar,
que dá esperança aos perdidos.
Há se o farol pudésse falar...
ele guarda a vida, os segredos dos que por lá passam,
as ilusões, as desilusões, as esperanças.
Conversa á noite com a lua
toca com os cabelos as estrelas.
Alegra-nos quando estamos tristes,
ilumina as fantasias, dos delirios da ILHA DO FAROL.
Saraswati
Cheiro

Verde de letal perdição.
Sinto o cheiro amargo do amor, do ódio, do oculto luto de um copo de absinto,
que me leva ao mais fundo dos infernos, e me eleva mais alto que a alma humana,
mais alto que os deuses.
Sinto-me embriagar de sonhos, de desejos, de mágoas, de fantasias do sagarado ao mais profano.
Leva-me para u mundo onde o bem e o mal não existem,
onde viajo no meu Wundo para lado nenhum.
Saraswati
Saboreio
"... Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando. ..."
Álvaro de Campos , in "Tabaqueira"
Ouço
Bladin, Bladin, Bladin, Bladin,Sangra por mim bladin, bladin,bladin,bladin,bladin, não posso esperar por outro dia----Amo-te.
O sol esconde-se por detrás da janela do ponto mais alto----- da montanha, bladin, bladin, bladin, sangra por mim mas vive.
Bladin, bladin, bladin, sangra por mim.
Estou só já não há ninguém, por detrás da janela do ponto mais alto da montanha, Bladin, Amo-te.
Oiço, oiço sinos, Baldin Amo-te, não posso esperar por outro dia, oiço sinos bladin dizem que tu moreste, estou só, tens que dizer o quanto gostas de mim, o quanto gostas de mim, bladin, bladin, bladin.
Não posso esperar por outro diiiiaa, procurarei uma pequena árvore onde sentirei a tua mão, bladin.
Pop Dell'Arte , Bladin
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